Tudo sai da API oficial do PNCP, o Portal Nacional de Contratações Públicas criado pela Lei 14.133/2021, onde todo órgão é obrigado a publicar o que contrata. Não há estimativa nem pesquisa por amostragem aqui: é o contrato que o órgão assinou, com o valor que ele registrou.
Para cada ramo, somamos os contratos cujo objeto menciona aquele tipo de compra, agrupamos pelo CNPJ do órgão comprador e ordenamos pelo valor total. O período considerado é o dos últimos 18 meses, e a lista se atualiza conforme novos contratos são publicados.
Valor alto não quer dizer oportunidade fácil. Um órgão no topo compra muito, mas costuma comprar em lotes grandes e com exigência de habilitação mais pesada. Para quem está começando, vale olhar também os órgãos do meio da tabela, que compram com regularidade e atraem menos concorrente.
Repare também na coluna de contratos. Um órgão com valor alto concentrado em poucos contratos indica compras grandes e espaçadas. Muitos contratos de valor menor indicam compra recorrente, que é o padrão mais previsível para quem quer faturamento constante.
Serve para planejar de onde vem a demanda do seu ramo antes de gastar tempo com edital, para jornalismo de dados sobre gasto público, e para conferir transparência: qualquer número aqui pode ser conferido na fonte, no próprio PNCP.